Bíblia Sagrada: uma farsa ou uma revelação de Deus? Parte III

Bíblia Sagrada: uma farsa ou uma revelação de Deus?

Este é um dos temas mais importantes do cristianismo, talvez apenas menos importante que a ressurreição do Senhor Jesus.
Creio que os homens passam por situações sérias de definições do seu destino. Em alguns momentos de nossa vida, precisamos tomar algumas decisões que têm o poder de mudar completamente nosso destino, nossa família, portanto devemos rever a maneira como vamos construir nossa sociedade, famílias, cultura etc.

Uma das decisões mais importantes na vida de um homem é se ele crer ou não quanto à Bíblia ser uma revelação de Deus ou uma farsa. Tenho encontrado muitas pessoas que não acreditam na veracidade da Bíblia Sagrada. Acham que é uma montagem, um engodo, um livro muito bem preparado e trabalhado pela igreja ao longo dos séculos para convencer os homens, aprisionar suas almas, a fim de manipulá-los, e mantê-los debaixo de sua influência. A estes, gostaria de convidar para refletir sem preconceito sobre os argumentos que apresentarei a seguir.

1-Verdade ou farsa?
Decidir se a Bíblia é mesmo uma revelação divina de Deus ou uma farsa, muda completamente a sua história, e o seu destino. Primeiro porque se a Bíblia é realmente a Palavra de Deus, então nós podemos ter a segurança de que ela traz para nós todo edifício espiritual, moral, de todos os bons princípios. Se por outro lado é uma farsa, apenas um meio que a religião cristã utiliza para tentar imprimir seus valores na sociedade, manipulando as pessoas, então precisa ser esquecida e colocada de lado. Não se deve aceitar a Bíblia ora como algo humano, ora como algo divino. Ou a Bíblia é realmente uma revelação verdadeira, e não tem contradição, ou é uma farsa. E, se ela é uma farsa, é uma mentira, um engano, estamos aqui apenas anestesiando nossa consciência para suportarmos a dor dessa existência .

Contextualização histórica, geológica e científica
Para fazermos este estudo iremos primeiramente a uma abordagem histórica da Bíblia Sagrada, depois a uma abordagem geológica e científica dos fatos e datas. O que nós queremos é chegar a uma conclusão, se a Bíblia é uma farsa, ou se ela é a revelação de Deus, não havendo meio termo nesta questão.

Nesta primeira postagem que farei, irei destacar o contexto histórico da Bíblia de como ela veio parar entre nós. O termo Bíblia foi usado primeiramente por Crisóstomo, no século IV, o qual era um dos bispos da igreja daquele tempo. A palavra Bíblia é oriunda do termo “biblos”, palavra grega que significa livros, e esse seria o termo mais adequado para designá-la. A Bíblia é composta de 66 livros, divididos em duas coletâneas. A primeira, composta por 39 livros, chamada de Velho Testamento, a outra, composta de 27 livros, é chamada de Novo Testamento. Estas duas coletâneas contêm estudos de cerca de 40 escritores diversos, dos quais alguns foram reis, outros escribas, profetas, juízes e médicos. Enfim, encontram-se várias profissões e funções entre as pessoas que escreveram a Bíblia. Ela foi escrita num período de 1600 anos, ou seja, de 1500 a.C, quando Moisés começou a escreve-la, até a última epístola do Novo Testamento.

Você pode questionar-se a Bíblia foi escrita nos últimos 1600 anos; – então não temos livros que narram fatos anteriores a esse período? Temos sim, como o livro de Gênesis, o livro de Jó e a história de Israel. Nós temos inúmero textos que relatam fatos anteriores a este período. Porém, na tradição judaica a história era contada de pai para filho, de geração em geração. Isso é tão verdade que na própria lei hebraica, no livro de deuteronômio, está explícito: “Falarás aos teus filhos, sentados nas portas, a respeito das leis, dos princípios”.

Então, na cultura hebraica era muito comum o pai relatar ao filho toda história do passado, desde a criação do mundo até aquele instante em que estavam vivendo. Quando Moisés apareceu no cenário da história, compilou as narrativas históricas que as gerações anteriores lhe haviam passado de pai para filho, sucessivamente. Portanto, Moisés foi o primeiro escritor e o mais antigo dos escritores da Bíblia Sagrada, e foi ele mesmo quem escreveu o livro de Gênesis, que é parte do chamado pentateuco, que é o conjunto dos primeiros cinco livros da Bíblia. A ele também é atribuída a autoria do livro de Jó e de alguns salmos.

Agora, poderão ocorrer alguns questionamentos a respeito da veracidade destes textos. Será que isto não teria sido uma indução dos povos antigos? Existe alguma forma de termos segurança científica?
Antes, quero explicar que a Bíblia Sagrada chegou até nós em rolos chamados manuscritos, que eram rolos escritos a mão, por judeus rabinos, ou seja, os sacerdotes do Velho Testamento.

Os manuscritos eram enrolados, e suas dimensões chegavam a um metro de largura e até 17 metros de comprimento, como é o caso de um rolo com o livro de Isaías, encontrado recentemente.
Esses manuscritos chegaram ao conhecimento do mundo moderno em um rolo de 38 livros, sendo que destes 19 livros constam do Velho Testamento. Este achado, segundo declarou um cientista chamado Hardiging, seria o acontecimento arqueológico mais importante de nosso tempo, e estes livros em forma de rolo encontrados em meados do século 20 são chamados de manuscritos do Mar Morto.

A mais antiga transcrição completa do texto hebraico primitivo que se conhecia até então, era chamada Codex Petropolitanus, uma cópia manuscrita que fora produzida em 916 d.C. Com a descoberta dos pergaminhos do Mar Morto, também chamados de pergaminhos de Qunram, recuam-se praticamente 100 anos antes de Cristo, ou mil anos antes do que a outra cópia que se tinha, de 916 d.C

A história dos manuscritos do Mar Morto

A história dos manuscritos do Mar Morto é uma história muito bonita, porque ela começa com um jovem chamado Mohamed Dib. Esse jovem era um pastor beduíno da tribo de Taahmed, e pastoreava por perto das montanhas de Qunram. Um belo dia, no ano de 1947, Mohamed saiu à procura de uma ovelha desgarrada, pelas ravinas rochosas da costa norte do Mar Morto.
Na tentativa de encontrar sua ovelhinha, que provavelmente havia entrado em alguma daquelas grutas nas encostas, jogou uma pedra no interior de uma caverna. Ao cair, a pedra deveria ter feito um barulho seco, mas aconteceu o oposto. A pedra fez um barulho estranho, como se houvesse quebrado um vaso.
Mohamed Dib procurou os companheiros de sua tribo, os quais juntos voltaram e entraram na escuridão da caverna. Pensaram que iam encontrar dinheiro, ouro ou tesouros, mas houve grande surpresa, pois o que acharam foram apenas velhos rolos escritos de livros, de papiros e que foram vendidos no mercado negro.
Colecionadores judeus e árabes adquiriram algumas peças,e um pacote de rolo passou de mãos em mãos, até chegar a um arcebispo ortodoxo de Jerusalém, chamado Yeshuet Samuel, o qual começou a partir daí um estudo minucioso e científico sobre aqueles manuscritos para saber qual a procedência deles.
Quando alguns peritos da American School of Oriental Research fizeram uma visita ao mosteiro de São Marcos, viram os documentos conservados. Aliás, sabe-se que alguns papiros semelhantes haviam sido queimados, servindo inclusive para acender fogo nos ajuntamentos de beduínos no deserto. Qual foi o susto, pois dentre aqueles rolos havia um rolo que era um texto do profeta Isaías. Essa notícia se espalhou por toda parte, começando então uma avalanche de escavações, na busca de encontrar outros manuscritos, sabendo que estes trariam grandes lucros.
Reunidos, estes manuscritos passaram por um crivo científico muito rigoroso. Há as figuras de duas pessoas que aqui precisam ser ressaltadas, pois tiveram uma participação valorosa neste processo de descobrimento. No ano de 1949, um teólogo chamado Hardging e o padre dominicano Holland Des Vox, diretor da Ecolé Biblique et Arqueology Française em Jerusalém, foram àquelas cavernas, vasculharam e encontraram os potes, porém acharam-nos todos vazios. A partir disso, eles começaram a estudar os fragmentos dos manuscritos, e estudaram também os tecidos que enrolavam esses pergaminhos, que eram confeccionados em linho.
Depois de várias análises, esses cientistas chegaram a pelo menos uma conclusão, a de que os objetos estudados datavam de um período entre 30 a.C a 70 d.C. Eles encontraram também 600 pequenos fragmentos de pergaminho e papiro, que permitiam reconhecer ainda as anotações manuscritas do primeiro e quinto livros de Moisés e do livro de Juízes. Pedacinhos de tecidos de linho que serviam para envolver os rolos completaram a fraca coleta desta incursão feita nas cavernas.
A convite dos americanos, o arcebispo Yeshuet Samuel viajou para os Estados Unidos em 1949, com seus preciosos rolos, deixando-os no Instituto Oriental de Chicago para exames.
Entre os peritos levantou-se uma animada polêmica sobre a autenticidade ou não dos documentos, e para esclarecer as dúvidas, recorreram a um dos métodos mais novos da universidade de Chicago, que aliás ficava bastante perto do Instituto onde estavam os manuscritos.

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