A EUROPA E A FÉ

Há algum tempo atrás, o Cardeal católico Giacomo Biffi, Arcebispo de Bologna, previa: “ou a Europa retornaria a fé cristã ou se tornaria muçulmana”.

Segundo o Arcebispo de Bolonha, a indiferença e o ceticismo que imperam hoje não resistem às grandes questões da existência humana. De um jeito ou de outro, o homem se dobra em busca de uma fé que responda à sua existência neste mundo.

Denunciando o egoísmo e a ambição que imperam no sistema capitalista moderno, no qual o mercado move os “demônios” do ódio racial e da guerra infinita, Biffi afirma que é necessário pôr limites éticos ao “fundamentalismo do dinheiro”. “Se algumas pessoas não encontram a solidariedade e a razão da existência neste mundo, elas se abrem para o mundo da espiritualidade”, afirma Biffi.

O que o Cardeal constata não é nada além da óbvia descoberta, que o homem não foi criado para adorar aos deuses da matéria, mas ao seu Criador, e deve amar a seu próximo como ama a si mesmo, tese defendida por Jesus Cristo há mais de dois mil anos atrás, fundamento do verdadeiro Cristianismo.

No mundo da civilização chamada cristã, precisamos ter a capacidade de enxergarmos além da cortina de fumaça do atual modelo econômico, que nos tenta prender com seus tentáculos.

A luta pela sobrevivência não pode ser maior que a luta pelo sentido de existência. Do contrário estaremos vivendo para quê?

Esse é o atual dilema da Europa, que se diz “continente pós-Cristão”.
Bispo Rodovalho
01/03/2010.

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