A mídia e a Verdade

Temos que ter um senso crítico em relação a tudo na vida, principalmente, quando parte da mídia.

Você se lembra quando Jesus disse, “tendes olhos, mas não vêem. Tens ouvidos, mas não ouvem”? (Mateus, 13:14). Ele falava da incapacidade das pessoas verem além do plano óbvio e material das coisas. Claro que Jesus falava sobre a capacidade de enxergar os movimentos de Deus e suas lições ao mundo.

Nunca necessitamos tanto deste discernimento como agora. Estamos em uma sociedade totalmente articulada pela mídia escrita, televisiva e, mais rápida ainda, pela internet, que tem um poder de disseminação de qualquer ideia ou fato, anonimamente. Velocidade e manipulação tornaram as características principais da mídia contemporânea.

Lembro-me de fatos com os irmãos “Naves”, acusados de assassinato em Goiás na década de 60. Eles foram perseguidos, aprisionados, torturados publicamente com todo tipo de atrocidades, arrastados por cavalos, puxados pela língua nas ruas da cidade. Anos depois, descobriu-se que eram inocentes. Como devolver a honra, a dignidade e o tempo que lhes foram roubados?

Casos conhecidos.

O caso mais clássico dos abusos da imprensa é o caso da “Escola Base”, em que os proprietários da escola, em São Paulo, foram acusados de abusarem sexualmente de crianças. Dez anos depois, provou-se serem inocentes. Mas, como nós sabemos, já era tarde demais, pois grandes empresas de comunicação emitirem sentenças de acusação aos proprietários da escola durante seus telejornais, permitindo que o país os linchassem e abominassem, destruindo seus negócios e suas vidas, mesmo sem nenhuma prova.

Estes casos não são isolados.

Todos os dias nossa mídia está envolta de situações como essas. Temos que ter um tremendo senso crítico em relação à mídia hoje. Ela não é imparcial como parece, ela é apenas mais uma empresa e está a serviço de alguém. Como disse Mário Rosa “não existe imprensa neutra, nem mesmo quando finge ser”. Ou Ricardo Noblat, que disse: “jornalistas não são neutros, embora muitos acreditem ser”.

A população não consegue ouvir expressões como “há indícios” ou “há acusações” contra tal empresa ou pessoa. Elas ouvem “tais empresas ou pessoas são culpadas”. Se, anos depois, a justiça os inocenta ninguém mais acredita. A versão tornou-se um fato.

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