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Fátima, Bonner e o impeachment

O casal Fátima Bernardes e William Bonner participou do dia a dia dos brasileiros por muito mais tempo que o governo do PT, com Lula ou Dilma Rousseff. Na semana passada, foram-se embora, quase que ao mesmo tempo, o casal e o governo federal do PT.

E aí o Brasil mostrou, nas redes sociais, que se preocupava duas vezes mais com o fim da união do “casal nacional” do que com o impeachment da presidente Dilma sacramentado pelos senadores. A união de quase trinta anos entre os jornalistas deixou tristeza entre fãs e telespectadores. A abreviatura do mandato de Dilma, trouxe alívio.

Confirmou as expectativas de que um presidente, com ampla base parlamentar, como Michel Temer, poderia então dar início às mudanças de que o país preciso. O alívio, no entanto, não veio sozinho. Pipocam nas ruas não gritos de “Volta Dilma”, o que reforça minha certeza de que não há saudades dos últimos anos do governo petista.

Sob a bandeira “Fora Temer”, as manifestações pós-impeachment pregam o fim, o nada, acabam em violência, quebra-quebra, pessoas feridas. Meus amigos, é o momento de olharmos para as feridas que sangram mais. São 12 milhões de desempregados.

Orçamento público pra lá de estourado. Uma casa em desordem, enfim. Por Fátima e William, nada mais podemos fazer senão orar. Por nosso país, por nossos irmãos já quase desafiados pela fome, por nossa família, por nós mesmos, DEVEMOS trabalhar, buscar a união de todos em um voto de confiança ao governo Michel Temer.

Essa foi a decisão a que se chegou dentro das regras da democracia. A nós cristãos, que também temos nossa missão política, cabe fazer valer esse desígnio.

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