O DESASTRE ECOLÓGICO E O PÂNICO

Os relatórios da ONU, os debates no Cop15 e todas as mesas redondas mundo afora, tem algo em comum. A prova decisiva do que todos nós já sabíamos; o planeta está morrendo!
A previsão do aumento da temperatura média em 3 graus Celsius, provocando uma verdadeira catástrofe em todas as regiões do globo, está assustando todos os países e, especialmente, as ONG’s ambientais. E esse aumento nós já estamos sentindo.
São dados alarmantes, como o degelo nos pólos, extinção de até 10% das espécies animais, aumento dos desertos em 33% do globo, incluindo a Amazônia, a China e a Austrália, profundamente atingidas, e 1,1 bilhão de pessoas sofrendo com a escassez da água doce, sem falar nos avanços dos oceanos. Essas são algumas das previsões do que nos aguarda. Precisamos ainda levar em conta a crise que será produzida pela falta do petróleo, matriz energética de desenvolvimento, vilão pela emissão do dióxido de carbono como resíduo.
As previsões que temos são péssimas e seríssimas. Os governos dos grandes países precisam, urgentemente, formar um comitê gestor dessa situação. Hoje não basta falar em “protocolo de intenções” que não saem do papel. Ou se cria uma forma alternativa de se viver o “conforto” e o desenvolvimento moderno, ou estaremos sentenciando nosso planeta à morte em poucas décadas.
Precisamos ter coragem de enfrentar as resistências e os lobby’s organizados pelas grandes indústrias de automóveis; coragem para rever os planejamentos urbanos e novas construções, começando um processo educativo de se viver em sociedade urbana ecologicamente responsável. Temos que ter a coragem de aplicar a legislação para proteção ambiental e a punição exemplar dos agentes poluidores e contaminadores, implicando-lhes penas e responsabilidades de recuperação do meio-ambiente.
Empresas poluidoras e indústrias químicas precisam ser confrontadas com o rigor da lei, e chamadas à sua responsabilidade.
Agora não temos mais para onde correr, é mudar ou mudar. Esperamos que essa geração possa ter a responsabilidade de proteger nossa mãe natureza, pois dela derivam os meios para nossa existência, enquanto nosso Pai celestial nos deu a vida.
Bispo Rodovalho
23/02/2010.

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