TRANSPARÊNCIA

No livro das Escrituras encontramos o relato do transporte da Arca de Deus para Jerusalém…

 

Ali vemos a diferença entre os corações de Davi e Mical, filha de Saul. A Bíblia nos diz que Davi dançou com toda a força diante de Deus, e estava vestido com uma estola sacerdotal de linho. Mical repreendeu-o porque ele estava se descobrindo aos olhos de todo o povo. Ela achava que isto era ridículo e fora do estilo de um rei. Porém, o que ela não compreendia é que o rei Davi não fazia aquilo diante dos homens, mas de Deus. Ele estava diante da Arca da aliança e, ali, se descobria. Estava vestido de uma veste transparente: a estola sacerdotal de linho. Isto nos mostra o princípio de transparência que havia na vida do rei Davi. Ele não se considerava um grande rei que não podia se expor às pessoas, mas achava que não tinha nada a esconder. “… foi, pois Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus… Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho… Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo-o, o desprezou no seu coração…” (11 Sm. 6:12-21). Em nossa vida cristã, a transparência é algo fundamental; não devemos levar uma vida camuflada ou transmitindo uma falsa imagem. O apóstolo Paulo fala que não devemos pensar de nós além do que convém, mas pensar com moderação. A cura está colocada como resultado da confissão e da abertura. Cada vez que alguém abre o que sente e compartilha com os mais experientes sobre seus problemas, pecados ou derrotas, ele deu o primeiro passo para a vitória. Há um princípio no mundo espiritual de que quando falhamos e somos perdoados por Deus e pelos irmãos, as acusações diabólicas tornam-se sem efeito e mais fáceis de serem vencidas. Em SI. 32:3 Davi disse: “enquanto me calei, envelheceram os meus ossos”. O calar mata. O encobrir e guardar o pecado traz sobre nós todo o seu peso, enquanto que a confissão traz a bênção e o perdão. É importante ressaltar que em nenhum lugar das Escrituras encontramos a orientação para nos abrirmos a toda Igreja, mas sempre a pessoas específicas, com quem nos relacionamos e que nos conhecem e nos amam. A confissão pública de pecados, por exemplo, é algo que encontramos na história da Igreja, mas não nas escrituras. O propósito de Deus para nós é que sejamos pessoas transparentes e abertas, manifestando a beleza a Cristo pelo nosso viver.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *