VOCÊ SÓ ALCANÇA AQUILO QUE VOCÊ ENXERGA

Somos seres visuais em nossa essência. Isso significa que é pela visualização que entramos em contato com o mundo e formamos imagens em nosso cérebro. Quando olhamos uma paisagem, ou quando vemos uma imagem em movimento, nosso cérebro processa até quatro bilhões de informações captadas e transmitidas pelos nossos olhos. Essas informações viram imagens que correspondem aos objetos que se encontram no mundo interior. Portanto, uma imagem corresponde a mil palavras. Exatamente como a sabedoria popular afirma.

No meu livro, “As leis fundamentais para o crescimento na vida”, abordo essa e outras questões. Levo o leitor a tomar decisões livre das prisões inconscientes. Entender além do aparente e a complexa teia de variáveis que influenciam e acabam por determinar nossas ações.

A Lei da Visualização é uma delas. Imagens geram conceitos, que geram convicções. Afirmamos que existe algo “lá fora” no mundo exterior porque suas imagens estão sendo captadas pelos nossos olhos, através do reflexo da luz, por seus diferentes comprimentos de onda. Ou seja, em nosso cérebro não existe uma realidade, mas apenas uma projeção do que está no mundo fora de nós. Essas imagens são registradas e, posteriormente, usamos quase instintivamente os quadros que foram registrados mais do que a verdadeira projeção atual daquele quadro.

Isto explica por que passamos por uma avenida centenas de vezes e encontramos uma placa de determinada empresa e depois de anos, se ela for tirada, nós continuaremos a enxergá-la. Ela está grávida em nosso inconsciente. Todas as vezes em que olharmos para aquele prédio, veremos a placa no conjunto. Nosso cérebro não analisa os detalhes, mas o conjunto que já está em nosso inconsciente, economizando inclusive energia para outros registros.

O prêmio Nobel de Economia de 2002, o psicólogo Daniel Kahneman, defendeu a tese de que “as pessoas têm percepções distorcidas de como as coisas são, uma vez que o cérebro humano é contaminado por expectativas e percepções irrealistas” (Ferraz,2013,p.18). Vemos o mundo pelos filtros desses sistemas que compõem nossos circuitos, e isso adultera a análise que fazemos da realidade, diferenciando-a da precisão pontual exata. Por isso é tão importante demonstrarmos nossos argumentos por meio de quadros visuais.

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